A revista d’O Tico-Tico completou 100 anos em 2005 e, em comemoração do
centenário da obra, o Instituto Antares (IAN), com o patrocínio da Esso
Brasileira de Petróleo, lançou em março de 2006 o “Almanaque O Tico-Tico”.
Durante boa parte do século 20, a criança brasileira tinha que ler a revista O
Tico-tico e os pais incentivavam esta leitura porque, além de divertir,
instruía a garotada. Os principais escritores, artistas e intelectuais
brasileiros, como Coelho Neto, Bastos Tigre, J. Carlos e Luiz Sá escreviam ou
desenhavam suas histórias. Gente como Carlos Drummond de Andrade, Ana Maria
Machado e Lygia Fagundes Teles se encantou e aprendeu a pensar e sonhar lendo
o semanário, um dos primeiros dedicado ao público infantil no Brasil. Até Rui
Barbosa era seu leitor. Monteiro Lobato era entusiasta.
Além de reproduzir desenhos originais de personagens como o trio Reco-Reco,
Bolão e Azeitona, que encantou gerações de brasileiros, o Almanaque é o resumo
de um período fértil da cultura brasileira e de como se formava o pensamento
nacional no século passado.
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